25/04/2015 07:13

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Aline Schwaab com Gilvan Melo

Acontecerá nos próximos dias 6 e 7 de maio em Tangará da Serra, o treinamento de adequação das estradas rurais para técnicos e operadores de máquinas das prefeituras dos 25 municípios da área de abrangência do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal.


Segundo Décio Eloi Siebert, Presidente do IPAC e CBH Sepotuba de Tangará da Serra, o treinamento é em função de uma parceria estabelecida com a empresa Itaipu para o desenvolvimento de ações no estado de Mato Grosso. De acordo com ele, técnicos do programa Cultivando Água Boa irão ministrar este treinamento.


“No dia 6 de maio de manhã acontecerá a parte teórica onde os técnicos explicarão como deve ser feita a adequação de uma estrada. Será no auditório do Sindicato Rural no Parque de Exposições. Na parte da tarde deste mesmo dia e no dia 7, será feito um trabalho de campo na estrada da pedreira para que se inicie o trabalho de recuperação, já aproveitando para fazer a aula prática do treinamento”, disse.


De acordo com Décio, esta é mais uma ação do Pacto em Defesa das Cabeceiras as Reservas do Pantanal tendo em vista que já estão sendo desenvolvidos projetos de produtores de água em Tangará e em outros municípios.


“Nós precisamos trabalhar, no nosso caso especifico aqui na bacia do rio Queima-Pé, com a contenção das águas da chuva buscando que essas águas façam a recarga dos lençóis subterrâneos para aumentar o volume de água do Queima-Pé, então é fundamental que as estradas sejam construídas, ou sejam adequadas integradas com a conservação de solo das propriedades rurais”.


Segundo o presidente, o projeto é importante principalmente pela economia que ele possibilita aos municípios que não precisará fazer paliativos com frequência nas estradas.


“O município tem muitos gastos com paliativos e o problema continua. De nada adianta fazer o trabalho de só passar a máquina e na primeira chuva a estrada já danifica. Em outros estados esse projeto tem dado resultados altamente significativos, inclusive no tocante ao aumento da quantidade de água das micro-bacias onde foi trabalhado. Um outro aspecto fundamental é a redução de custos para o município”.


Ainda de acordo com Décio, os danos são maiores nas estradas próximas as represas, córregos e rios da região, por isso a importância de da adequação dessas localidades. “Até porque na maioria das vezes essas estradas foram construídas no sentido inverso, a declividade delas se dá no sentido do rio, isso é ainda mais danoso e precisa ser corrigido. Mas só será possível se for feito de acordo com o que as técnicas de adequação de estradas determinam. A única forma de resolver o problema de água no município de Tangará da Serra é aumentando o volume que infiltra nos mananciais subterrâneos e que fique disponível, na época das secas, no leito dos córregos”, destacou.